Remédio de farmácia para zumbido no ouvido: funciona mesmo?
O zumbido no ouvido afeta milhões de brasileiros e muitos recorrem a remédios de farmácia em busca de alívio rápido. Mas será que essas opções disponíveis em 2026 realmente funcionam, ou representam apenas uma esperança passageira? Descubra o que diz a ciência e especialistas brasileiros.
O zumbido no ouvido pode variar de um chiado leve a um som constante que interfere no sono, na concentração e na qualidade de vida. Embora muitas opções estejam disponíveis em farmácias, nem todas têm eficácia comprovada para tratar a causa do sintoma. Entender o mecanismo do zumbido e avaliar evidências científicas ajuda a decidir com mais segurança.
O que é zumbido no ouvido e suas causas
O zumbido, também chamado de acúfeno, é a percepção de som sem fonte externa. Ele não é uma doença isolada, mas um sinal associado a diferentes condições. Entre as causas frequentes estão exposição a ruído intenso, envelhecimento auditivo, rolha de cerumen, alterações na articulação temporomandibular, doenças do ouvido médio, disfunção da tuba auditiva, estresse e ansiedade. Medicamentos ototóxicos e doses altas de salicilatos também podem desencadear o sintoma. Há situações que exigem avaliação rápida, como zumbido com perda súbita de audição, zumbido pulsátil ou associado a tontura intensa.
Principais remédios de farmácia encontrados no Brasil
Nas prateleiras, é comum encontrar suplementos de ginkgo biloba, magnésio, zinco e vitaminas do complexo B, além de melatonina para sono. Há ainda soluções ceruminolíticas para amolecer cera quando há rolha, o que pode reduzir o zumbido relacionado à obstrução. Analgésicos e anti-inflamatórios não tratam o zumbido e, em doses altas, podem até piorá-lo. Antihistamínicos, corticoides, betahistina e antibióticos são de uso prescrito e não devem ser iniciados sem orientação. Sprays com solução salina podem auxiliar quando há congestão nasal leve, mas seu impacto direto no zumbido costuma ser limitado. Ler rótulos e evitar promessas milagrosas é essencial.
Eficácia comprovada: o que mostram os estudos em 2026
Até o momento, revisões científicas e diretrizes apontam que não existe remédio único de farmácia capaz de eliminar o zumbido para a maioria dos casos. Ginkgo biloba apresenta resultados inconsistentes, com estudos mostrando benefício modesto ou ausência de efeito clínico relevante. Magnésio e zinco podem ajudar apenas em pessoas com deficiência documentada, não havendo evidência robusta para uso amplo. Melatonina não age no zumbido em si, mas melhora o sono e pode reduzir o incômodo percebido. Gotas para cerume funcionam quando o zumbido decorre de rolha de cera. Intervenções com maior suporte incluem avaliação auditiva, aparelhos auditivos quando há perda de audição, terapia sonora e abordagens psicológicas estruturadas.
Cuidados ao usar medicamentos sem prescrição
Mesmo produtos de balcão podem causar efeitos adversos e interações. Ginkgo biloba pode aumentar risco de sangramento, especialmente com anticoagulantes e antiagregantes. Melatonina pode causar sonolência e interagir com sedativos. Magnésio em excesso causa diarreia e pode afetar pessoas com doença renal. Evite pingar soluções no ouvido se houver suspeita de perfuração timpânica, dor intensa, secreção ou cirurgia recente. Em gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças crônicas, a orientação profissional é indispensável. Fique atento a sinais de alerta, como zumbido unilateral persistente, perda auditiva súbita ou zumbido pulsátil.
Alternativas e tratamentos recomendados por especialistas brasileiros
Especialistas costumam priorizar a identificação da causa e o manejo multidisciplinar. Quando há perda auditiva, aparelhos auditivos podem atenuar a percepção do zumbido ao melhorar a entrada sonora. Terapia sonora, com sons ambientais ou geradores dedicados, auxilia na habituação. Estratégias psicológicas, como terapia cognitivo-comportamental, reduzem sofrimento e melhoram sono e qualidade de vida. Higiene do sono, manejo de estresse, atividade física, proteção auditiva em ambientes ruidosos e redução de álcool e nicotina costumam ajudar. Para causas específicas, como rolha de cerumen, remoção segura resolve o problema em muitos casos. Em algumas situações, terapias combinadas trazem benefício incremental.
Onde buscar atendimento especializado no Brasil
A orientação de serviços qualificados facilita o diagnóstico correto e o acesso a terapias baseadas em evidência. Abaixo, alguns exemplos de instituições e recursos reconhecidos.
| Provider Name | Services Offered | Key Features/Benefits |
|---|---|---|
| ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial) | Diretório de otorrinolaringologistas e conteúdos educativos | Busca por especialistas em sua área e materiais confiáveis |
| HCFMUSP – Otorrinolaringologia | Avaliação clínica, exames audiológicos e manejo de zumbido | Hospital universitário, equipe multidisciplinar |
| UNIFESP – Otorrinolaringologia/Audiologia | Ambulatório, pesquisa e reabilitação auditiva | Centro acadêmico com integração ensino-serviço |
| HCPA – Serviço de Otorrinolaringologia | Avaliação auditiva e terapias associadas | Hospital público de ensino com múltiplas especialidades |
| Serviços de Atenção à Saúde Auditiva do SUS (diversos estados) | Avaliação auditiva especializada e reabilitação quando indicada | Acesso por encaminhamento na rede pública |
Conclusão: remédios de farmácia podem ter papel limitado e específico, como no alívio do estresse ou na melhora do sono, e soluções ceruminolíticas ajudam quando há rolha de cera. Para a maioria das pessoas, a combinação de avaliação auditiva, terapia sonora, suporte psicológico e controle de fatores desencadeantes oferece resultados mais consistentes.
Este artigo tem caráter informativo e não deve ser considerado aconselhamento médico. Procure um profissional de saúde qualificado para orientação e tratamento personalizados.