Como funciona o exame de audiometria e para que ele serve?
Você sabia que o exame de audiometria é fundamental para detectar precocemente problemas auditivos? Muito usado em consultas do SUS, em clínicas e até em campanhas públicas no Brasil, o teste ajuda a preservar a saúde auditiva, especialmente com o aumento do uso de fones em 2026.
O que é audiometria e por que realizá-la no Brasil
A audiometria é um exame médico que avalia a capacidade auditiva de uma pessoa, medindo a sensibilidade do ouvido para diferentes frequências sonoras. No Brasil, estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas tenham algum grau de deficiência auditiva, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este exame é fundamental para diagnosticar perdas auditivas em estágios iniciais, quando o tratamento pode ser mais eficaz.
O exame é realizado por fonoaudiólogos ou otorrinolaringologistas e consiste na apresentação de sons em diferentes intensidades e frequências. O paciente indica quando consegue ouvir cada som, permitindo ao profissional mapear a capacidade auditiva em cada ouvido. A audiometria é essencial para trabalhadores expostos a ruído, idosos, crianças com suspeita de problemas auditivos e pessoas com histórico familiar de perda auditiva.
Como é feito o exame passo a passo
O exame de audiometria é realizado em uma cabine acústica, um ambiente isolado de ruídos externos. O paciente utiliza fones de ouvido conectados a um audiômetro, equipamento que emite sons controlados. O procedimento dura aproximadamente 30 a 45 minutos e não causa desconforto.
Primeiramente, o profissional explica o procedimento e posiciona os fones nos ouvidos do paciente. Em seguida, são apresentados tons puros em diferentes frequências, começando pelas mais baixas até as mais agudas. O paciente deve sinalizar sempre que ouvir um som, mesmo que seja muito fraco. O exame avalia cada ouvido separadamente, permitindo identificar diferenças na capacidade auditiva entre eles.
Além da audiometria tonal, pode ser realizada a audiometria vocal, onde o paciente repete palavras apresentadas em diferentes volumes. Este teste complementar avalia a capacidade de discriminação da fala, fundamental para a comunicação no dia a dia.
Principais causas de perda auditiva entre brasileiros
No Brasil, as causas mais comuns de perda auditiva variam conforme a faixa etária. Em crianças, as principais causas incluem infecções congênitas, como rubéola e toxoplasmose, além de otites recorrentes. A prematuridade e o uso de medicamentos ototóxicos também podem afetar a audição infantil.
Na população adulta, a exposição prolongada a ruídos intensos representa uma das principais causas de perda auditiva. Trabalhadores da construção civil, indústria e música estão particularmente expostos. O envelhecimento natural também contribui significativamente, com a presbiacusia afetando grande parte da população idosa brasileira.
Outras causas importantes incluem infecções do ouvido, acúmulo de cerume, traumatismos cranianos e uso de medicamentos com potencial ototóxico. Fatores genéticos também desempenham papel relevante, especialmente em famílias com histórico de problemas auditivos.
Quando procurar um especialista em audição
É recomendável procurar um especialista quando surgirem sintomas como dificuldade para ouvir conversas, necessidade de aumentar o volume da televisão ou rádio, zumbido no ouvido (tinnitus) ou sensação de ouvido tampado. Crianças que apresentam atraso na fala ou não respondem adequadamente a estímulos sonoros também devem ser avaliadas.
Profissionais expostos a ruído ocupacional devem realizar audiometrias periódicas conforme estabelecido pelas normas trabalhistas brasileiras. A Norma Regulamentadora 7 (NR-7) determina a realização de exames admissionais, periódicos e demissionais para trabalhadores em ambientes ruidosos.
Idosos acima de 60 anos devem realizar avaliações auditivas regulares, mesmo sem sintomas aparentes. A detecção precoce permite intervenções que melhoram significativamente a qualidade de vida e previnem o isolamento social comum em casos de perda auditiva não tratada.
| Tipo de Exame | Local | Custo Estimado |
|---|---|---|
| Audiometria Básica | Clínicas Particulares | R$ 80 - R$ 150 |
| Audiometria Completa | Hospitais Privados | R$ 150 - R$ 300 |
| Audiometria Ocupacional | Empresas de Medicina do Trabalho | R$ 50 - R$ 100 |
| Audiometria pelo SUS | Unidades Básicas de Saúde | Gratuito |
Os preços, taxas ou estimativas de custo mencionados neste artigo são baseados nas informações mais recentes disponíveis, mas podem mudar ao longo do tempo. Recomenda-se pesquisa independente antes de tomar decisões financeiras.
Prevenção e cuidados auditivos no dia a dia
A prevenção da perda auditiva envolve cuidados simples mas eficazes no cotidiano. Evitar exposição prolongada a ruídos intensos é fundamental. Em ambientes ruidosos, o uso de protetores auriculares adequados pode prevenir danos permanentes. É importante manter o volume de dispositivos eletrônicos em níveis seguros, seguindo a regra 60/60: não mais que 60% do volume máximo por no máximo 60 minutos contínuos.
A higiene adequada dos ouvidos também é essencial. Evite usar hastes flexíveis ou objetos pontiagudos para limpar o interior do ouvido, pois podem causar lesões ou empurrar o cerume para dentro. A limpeza deve ser feita apenas na parte externa da orelha.
Tratar adequadamente infecções respiratórias e evitar automedicação com medicamentos ototóxicos são medidas preventivas importantes. Manter um estilo de vida saudável, com exercícios regulares e alimentação equilibrada, também contribui para a saúde auditiva geral.
A audiometria representa uma ferramenta essencial para manter a saúde auditiva e detectar precocemente problemas que podem afetar significativamente a qualidade de vida. Com o diagnóstico adequado, é possível implementar tratamentos eficazes e medidas preventivas que preservam a capacidade auditiva ao longo da vida.